quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Porcocô


Estava fazendo minhas necessidades orgânicas, quando pensei: Parece brincadeira de criança rimar amor com cocô, mas pensando profundamente vi uma realidade muito próxima. Quando estamos no auge de nosso amor, nos deparamos com nossas merdas, arrumamos elas, mas mesmo assim continuamos a sentir aquele cheirinho de cocô, porque querendo ou não, quanto mais intensificamos nosso amor, mais próximos de uma intimidade bizarra estaremos. Uma vez uma namorada me perguntou se eu gostava de urinar em mulheres, pois no momento estávamos tomando banho juntos, e inusitadamente urinei em sua perna. Achei engraçado, mas respondi que não. Não gosto de urinar em mulheres, mas desde esse dia não consigo deixar de urinar nas pernas de quem se banha comigo. Vai entender o ser humano, ainda por cima bipolar. Moral da história... Lambe meu cú amorzinho. Quero carinho. A exposição da intimidade é algo que me fascina. Fetiches, esse tipo de coisa. Pois é, as vezes me sinto como um lindo porquinho.

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